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Entrevista com Susi Godoy


Enquanto Susi estava com a gente pro WS de boudoir conversamos muito sobre fotografia, carreira, momentos incríveis e sobre o Gael (filho dela, que ainda está na barriga).

Dessas conversas muitas coisas gostaríamos de compartilhar com vocês e aqui está um pouquinho do que conversamos, que fizemos algumas perguntas e aqui estão as respostas dela.

Ateliê da Luz: Você foi convidada pra palestrar no Wedding Brasil, como foi receber esse convite?

Susi: Foi uma grata surpresa. O núcleo família do WB envolve a fotografia de família em seus tantos momentos, abordando também o universo feminino, e o boudoir está presente nisso também. Seja pra registrar alguma fase específica da mulher, como gestação, boudoir de noivas e até mesmo pelo resgate da autoestima, que acaba sendo algo transformador.

AL: Estamos em um ws de boudoir e sua palestra será “Conexão e direção na fotografia boudoir”, como é que acontece essa conexão com a retratada, tanto no boudoir como nos outros ensaios?

Susi: Tanto no boudoir como nos outros ensaios a conexão é o ponto de partida. Precisamos ter uma relação de confiança e de muita conversa para se dar essa conexão. Tudo é conversado, explicado, todas as dúvidas respondidas, e criamos um ambiente de muita segurança para que a pessoa consiga se sentir à vontade. Isso tudo é construído com muita conversa, compreensão e com o se colocar no lugar da outra pessoa, que muitas vezes nunca teve a experiência de ser retratada e está naquela situação vulnerável no momento. O segredo é cuidar dos detalhes e conduzir as coisas com muita naturalidade, entendendo as necessidades da pessoa a ser retratada e cuidando pra que ela se sinta bem em todo esse processo.

AL: Como esse momento de maternidade está influenciando sua fotografia? Fale sobre seu novo projeto, o Ocitocina.

Susi: A maternidade tem influenciado diretamente na minha fotografia, tanto na forma de registrar os momentos, quanto na forma de me relacionar com as pessoas, tudo tem sido muito mais intenso. O projeto Ocitocina - o hormônio do amor surgiu da necessidade de ver esse meu momento em fotos, de poder registrar essas relações de todas as formas, onde o amor, a espera é o foco principal.

AL: Quais seus fotógrafos favoritos?

Susi: Gosto muito do Jan Scholz, Hannes Caspar, Fabs Grassi e João Guedes.

AL: Quais seriam as dicas que você daria para os que querem se aperfeiçoar nos retratos femininos?

Susi: Acredito que as maiores dicas seriam estudo e prática, muita prática. Experimentar coisas novas, visitar sempre suas fontes de inspiração e testar coisas sem grandes expectativas, ter a liberdade de poder testar sem cobranças. Por isso os projetos autorais são algo que impulsionam as carreiras, trazem evolução, por termos a liberdade de fotografar algo nosso, que alimenta nossa alma.

AL: Como é pra você a “luz ideal”?

Susi: Pra mim é a luz natural, em suas tantas formas. Gosto de luz invadindo, contornando, marcando, gosto também de luz e sombras, de luz volumétrica mais suave. Principalmente no boudoir, podemos usar todos os tipos de luz, o ideal é ver o que mais se encaixa ao perfil da pessoa retratada.

Mas a minha luz preferida da vida pelo resultado é o contra luz como luz de contorno, pela claridade em si e por deixar a foto mais lavada, algo que especialmente eu gosto muito.

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