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LIFESTYLE NÃO É DOCUMENTAL | Por Virginia Guimarães e Tiago Lambão


Como é incrível o poder de contar uma história através da fotografia. Sentimentos sinceros, as particularidades do(s) fotografado(s), um apanhado de informações que constroem uma narrativa ao observador.

O fotógrafo que se encanta por essa narrativa, geralmente, assim como a gente, se identifica com o caminho aonde “gente de verdade” estará na frente de suas lentes. E, mais especificamente, seguindo uma linha de registrar que vá ao encontro desses objetivos sinceros de narrativa.

Nos dias de hoje, muito se escuta sobre fotografia lifestyle e fotografia documental. Porém, uma pequena grande palavra diferencia essas duas formas de fotografar: DIREÇÃO.

A fotografia documental é investigativa e tem compromisso com a verdade, sem interferência de direção. Obviamente, a forma de retratar (de se tornar supostamente invisível aos retratados) e o que é retratado (os momentos escolhidos para o clique) falam muito sobre o fotógrafo, também. Mas, o compromisso com as verdades escancaradas dos retratados, presentes nessa forma de registro, vão muito além.

Já, na fotografia lifestyle, embora exista o respeito e o comprometimento com as particularidades dos fotografados, existe a interferência da direção. Geralmente, ela é sutil, quase imperceptível (um direcionamento leve, que instigue uma ação natural) para alcançar o objetivo da naturalidade, mas ela existe.

Diferente da fotografia documental, procuramos saber sobre nossos fotografados e propomos / instigamos momentos e ações baseados em suas particularidades. É verdade que, assim como no registro documental, nos deparamos com surpresas e novidades durante o momento das fotos e a observação e percepção do fotógrafo são fundamentais para conduzir o andamento do registro, aproveitando, com satisfação, as novas informações.

Isso não quer dizer que irão existir somente registros “felizes” ou “montados”, pelo contrário, afinal, as particularidades residem em todos os sentimentos.

Resumidamente, em um registro lifestyle, criamos momentos estratégicos para retratar, com naturalidade, as particularidades dos retratados, para que estes vejam o quanto são especiais.

Já, em um registro documental, o compromisso do fotógrafo não é de criar, mas, sim, de retratar a verdade, encontrando essas particularidades em momentos comuns, sem intervenção.

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