Buscar

Conferência Lampião 2017 | Fernando Borges


Estou aqui na estrada, voltando de São Paulo para Campos, e comecei a chorar no ônibus sozinho, lembrando de todo o tempo em que envolveu esse Lampião, desde que a chama foi acesa.

Durante o planejamento enquanto a gente passava e repassava desde a entrada até a saída das pessoas da Usina, nós, além de pensar na logística, tínhamos muitos tópicos onde pensávamos nos pequenos detalhes onde fariam a pessoa reviver a infância, reconstruir o presente e sonhar com um futuro melhor.

Não anulamos nada sobre Deus, que nos acompanhou em TODA a execução, e nunca nos deixou só. Nem quando achávamos que estávamos sozinhos.

A Lorrana, nossa estagiária, recebia uma metralhadora de funções e já precisava lidar com toda pressão e responsabilidade, sem sequer ter vivido o Lampião antes. As nossas trainees Ju, Lu, Camila e Victória já davam o sangue para fazer tudooo ficar pronto a tempo. Lili, teve que assumir a função de Designer que foi jogada no seu colo sem qualquer preparação e foi quando vimos que tínhamos a melhor designer do mundo. O Josh, o cara que fazia tudo, tudo mesmo. Recebeu uma função com o título de marketing que não expressava sequer um terço do que ele fez. Foi o seu primeiro Lampião tendo que lidar com a ansiedade caso algo desse errado, se sentir responsabilizado e caso contrário, veríamos que ele é o cara. A maioria das coisas são naturais e causadas pelas pessoas que participam, mas grade parte é planejamento e nisso nós somos bons e o Josh arrebentou demais! E por fim, o Douglas que sem título nenhum (além de meu namorado) fez TODOS os crachás (letra por letra), cartas, origamis...

Quando eu desesperava e tinha alguma crise de ansiedade era Josh e Lili que aguentavam meus choros e lamentações. Em todas as crises coletivas a gente parava e orava, para entender, e Deus nos direcionava.

Sabíamos que durante o evento falaríamos sobre identidade, e isso é algo de MUITA responsabilidade, e já tínhamos noção desse peso muito antes. Muitas feridas seriam tocadas, mas lá para frente eu vou falar sobre isso.

Na execução contávamos com a equipe de staff, que sempre é a grande revelação e admiração que tenho. Esse ano contamos com essa galera linda: Hugo Reis (filmagem), Igor Jones (filmagem), Bárbara Siqueira (filmagem), Yargo Lima (filmagem), Isabella Campos (fotografia), Yasmin Silva (fotografia/recepção/bar), Silvia Jardim (fotografia), Sítyque Lemos (fotografia/mídias sociais), Arthur Damasceno (tratamento de imagem), Camila Andrade (backup), Lorrana Melo (mídias sociais), Lu Honorato (cerimonial), Igor Vinagre (técnica), Daniel Claudino (técnica), Lili Oliveira (projeção), Brenda Cabral (projeção), Bárbara Jacyntho (paco), Blendda Corrêa (palco), Victória Tinoco (palco), Maurício Falcão (palco), Douglas Barros (oficina), Lucas Coutinho (stands e trucks), Lis Guedes (apresentação), Matheus Rodrigues (apresentação), Radja Correa (camarim / banheiro), Drica Sol (camarim/banheiro), Ortência Bitencourt (saúde), Ju Mareli (recepção/bar), Ana Luiza (recepção/bar), Izabel Vilar (recepção/bar), Marina Costa (recepção/bar), Luana Amorim (assistência aos palestrantes), Flávia Borges (caixa), Josh (coordenador), Fernando Borges (direção geral).

Também alguém que não tinha o título de staff, mas que é um homão da porra. O cara ficou até de madrugada com a gente passando pano no chão da minha casa depois da festa de boas vindas para os palestrantes para irmos dormir com tudo limpo que é o Pedro Corraes, que poderia ter apenas o título de arquiteto dos nossos projetos, mas ele é tão incrível que não tem como resumirmos nessa função.

Era extremamente lindo você ver aquelas pessoas voluntariamente solícitas em prol da construção de uma nova visão da fotografia.

Algo mais moderno e humano, algo que a gente do staff já vivenciou e queiramos contagiar e gritar para o mundo que é real e não um conto de fadas.

Era simplesmente emocionante você ver a Radja dando seu máximo e ainda assim, quando já não tinha mais força para fazer aquilo.

Era surreal você ver a Babi, correndo para fazer tudo parecer certamente planejado. Hahaha

O Daniel que além de gato, ficava lá para fazer aquilo tudo sair como um sonho.

A Ju, na sua singularidade e diferença dando o seu máximo, quando ainda tinha que chegar a casa (como a Lili e as outras mães) e cumprir com seu papel de mãe.

A galera da filmagem que levou um chamadão no primeiro dia e fez o segundo dia ser impressionante e tirar lágrimas daquela Usina inteira.

Você ver a Luana desesperada porque os palestrantes sumiam ou porque não acordavam e já estava na hora da palestra deles.

A Xamin, se entregando para fazer tudo, e tudo que fazia era com qualidade e amor.

Entre todos os outros staffs que foram incríveis e impecáveis!!!

Não havia gente ociosa, havia prontidão! Havia entrega, todos com o mesmo propósito.

Os palestrantes foram escolhidos a dedo, pensamos em pessoas muito distintas e não havia direcionamento para o que falar, queríamos diversidade e singularidade, e todos eles dentro de sua vida externaram aquilo em palestras Havia pessoas MUITO distintas e essa era a proposta, chega de ditar ordem, chega de achar cultzinho, folk e curva de tons padrões.

Antes da minha palestra eu me retirei e era hora de entregar para Deus tudo que eu precisava. Eu dominava o assunto, não tenho insegurança com palco nem medo, era minha casa.

Eu tirei os sapatos e resolvi ficar descalço. A ideia era sentir aquele lugar ainda mais, e trocar energia. E eu ficava chorando e socando a mesa pedindo a Deus para tirar aquele medo de mim.

E era medo de que?

Com toda essa segurança...

Medo do que eu iria falar

Eu ia tocar em muitas feridas minhas

Eu ia fazer de mim um reboliço

Para falar sobre minha identidade e de como foi para entrar no modo de vida "ninguém precisa se importar. “

Sendo que ia ter que reviver o meu passado

E eu não sabia que na verdade tudo aquilo era sobre perdão

É sobre passar por cima

Fiz uma dinâmica onde acendíamos velas como se ela fosse a nossa Luz

E as pessoas se abriam

Para elas mesmas

Em prol do perdão

Era um momento delaa com elas mesmo

Havia uma energia muito forte naquela hora

Eu entendo como Deus

Alguns só como energia

Depois foi quando eu fui ver pelas mensagens que eu recebia

O como era tratado sobre PERDÃO

E como aquilo foi incrívelllll

Dá vontade de gritar!

Estou aqui na estrada, com 1% de bateria, mas eu precisava escrever aqui, ainda que pelo celular esse texto, porque precisa ser sincero, e a ansiedade e o imediatismo precisam ser colocados no seu lugar. No caso é AGORA que eu precisava escrever.

As luzes da Usina se apagaram, é hora de descanso, reformular a casa, pensar em surpreender e digo que podem criar expectativas.

Ano que vem vai ser tudo novo, do zero.

Fiquem com Deus! E não deixem que apaguem sua Luz. <3

Até 2018!

#fotografia #foto #fotos #conferência #congresso

249 visualizações