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Entrevista com Daniel Freitas


Daniel Freitas, 38 anos, Campinas-SP, pisciano, é formando em Ciências da Computação e Fotografia. Desde 2014, quando resolveu se dedicar integralmente à fotografia, viu seu trabalho sofrer uma grande metamorfose. A fotografia simples e sem produção é como ele enxerga seu trabalho. Em pouco mais de 3 anos coleciona mais de 60 fotos premiadas em concursos nacionais e internacionais, teve a oportunidade de registrar o cotidiano de famílias de 10 estados e 22 cidades do Brasil e mundo a fora, além de colecionar famílias e amigos por onde passa. Para ele esse prêmio é o que mais enche seu coração, que ele busca transformar em combustível para continuar a caminhada.

Dani, como prefere ser chamado, contou para gente um pouquinho da sua trajetória na fotografia, seus desafios e no que ele acredita. Da uma olhada nessa entrevista ping-pong incrível.

AL: Conta pra gente um pouquinho da sua história com a fotografia.

DF: Meio clichê mas sempre gostei de fotografar, na minha juventude eu sempre era o que estava com a câmera na mão. Mas vamos crescendo e tendo alguns medos, o meu era se conseguiria viver de fotografia, e por não ter incentivos eu fui para outra area e só voltei a me dedicar como nunca a fotografia em 2013 quando todo aquele sentimento da juventude voltou ainda mais avassalador, dessa vez com alguns propósitos que iam além da própria fotografia. Abri minha empresa em 2014 e desde então tenho dedicação meu coração a cada novo trabalho.

AL: Como/quando a fotografia de família entrou na sua vida e fez você ter certeza: "É isso que eu quero fazer." ?

DF: Eu sempre pensei que seria um privilégio daqui algumas décadas ser o responsável pelo documento familiar fotográfico em seus novos momentos. E aos poucos isso aconteceu, continuo fazendo todas etapas onde exista pessoas e muito amor, para mim tudo isso é família.

AL: Qual o seu maior desafio ao fotografar uma família?

DF: Acho que o maior desafio é com a câmera desligada, buscar uma conexão verdadeira e não apenas como mais um trabalho. Sempre encaro como algo único, e busco com a câmera desligada que cada família consiga se entregar ao máximo para que eu possa devolver realmente quem eles são.

AL: O que difere, na sua opinião, um ensaio de família das fotografias documentais / lifestyle de família?

DF: A grande diferença é a forma de condução de cada ensaio, o lifestyle você tem menos tempo com aquelas pessoas e busca nessas poucas horas proporcionar momentos que são deles mas o fotógrafo no caso tem que dirigir as situações para obter um material nesse tempo. Já o documental eles vivem a vida deles, e eu como um observador vou registrando tudo, sem dirigir nada. Mas cada uma tem seu valor.

AL: Suas fotografias são simples e muito verdadeiras, como você fez para incorporar essa verdade e simplicidade?

DF: Um dia ouvi de uma mãe “não determine nada grandioso para ser fotografado” cada minuto do dia a dia tem muito valor, e assim vejo meu trabalho, talvez o extraordinário dele esteja nessa simplicidade. Aos poucos mais famílias tem se visto em cada imagem em cada slide que compartilho.

AL: Qual é o seu maior sonho com a fotografia?

DF: Acho que já vivo esse sonho, jamais imaginei que a fotografia seria tão generosa, poder viajar todo o Brasil e o mundo espalhando amor em tanta simplicidade. Poder deixar um pouco do meu coração com cada família é algo surreal.

AL: Muitos falam que toda fotografia é um auto retrato, como é tentar registrar uma família sem que você esteja ali? Apesar disso você se considera parte das suas fotografias?

DF: Me vejo em tudo que registro, certeza que a fotografia tem me ajudado a curar algumas feridas do passado, vocês não tem ideia de como eu me emociono quando estou fazendo a curadoria de cada trabalho, muitas vezes sinto um momento tão forte registrado e que gostaria de ter vivido na minha infância. A fotografia tem o poder de ter essa troca.

AL: O que podemos esperar do seu Workshop no Ateliê da Luz?

DF: Muito coração, muita simplicidade e buscar entender que a fotografia de família pode ir além, ela tem muito ainda a crescer e juntos podemos ir mais longe, que mais pessoas consigam encontrar os seus porquês de fazer o que gostam e estão fazendo.

Ficamos um pouquinho de quero mais, conheça o trabalho desse cara!!!

Fotos: Daniel Freitas


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